Queda de cabelo pós-COVID: causas, diagnóstico e tratamentos eficazes

Desde o início da pandemia, uma queixa comum entre pacientes recuperados da COVID-19 tem sido a queda intensa de cabelo. Esse sintoma, embora não diretamente ligado ao vírus, está associado a um fenômeno chamado eflúvio telógeno — uma resposta do corpo ao estresse físico e emocional causado pela infecção.

O que é eflúvio telógeno?

O eflúvio telógeno é uma condição caracterizada pela entrada precoce dos folículos capilares na fase de queda (fase telógena) do ciclo de crescimento dos fios. Isso faz com que uma grande quantidade de cabelos caia de forma difusa, especialmente ao pentear ou lavar.

Esse tipo de queda é geralmente temporário, mas pode ser angustiante e comprometer significativamente a autoestima do paciente.

Por que a COVID-19 causa queda de cabelo?

O eflúvio telógeno após a COVID-19 ocorre principalmente entre 2 e 3 meses após a infecção. As principais causas são:
• Estresse físico e metabólico intenso provocado pela infecção viral.
• Resposta inflamatória sistêmica, que afeta o funcionamento dos folículos capilares.
• Deficiências nutricionais associadas à perda de apetite, alterações gastrointestinais e uso de medicamentos.
• Estresse emocional e ansiedade, frequentes no pós-COVID.

Como identificar?

A queda costuma ser difusa (espalhada por todo o couro cabeludo) e se torna perceptível ao notar muitos fios no travesseiro, no chão, na escova ou no ralo do banheiro. Em alguns casos, pode haver queda de sobrancelhas e pelos corporais.

Um ponto importante é diferenciar essa condição de outras formas de alopecia, como a androgenética ou areata. O diagnóstico correto só pode ser feito por um médico com experiência em tricologia, por meio de exame clínico e, se necessário, tricoscopia e exames laboratoriais.

Quais são os tratamentos recomendados?

O tratamento do eflúvio telógeno deve ser individualizado. As abordagens mais indicadas são:
• Reposição de nutrientes como ferro, zinco, vitamina D, complexo B e proteínas, após exames laboratoriais.
• MMP capilar (Microinfusão de Medicamentos): técnica que injeta ativos diretamente no couro cabeludo, estimulando os folículos e acelerando a recuperação capilar.
• LEDterapia: estimula a microcirculação, reduz inflamações e fortalece os fios.
• Suplementação oral personalizada, prescrita após avaliação médica.
• Acompanhamento psicológico, em casos em que o estresse emocional seja um gatilho importante.

O que esperar dos resultados?

Na maioria dos casos, o crescimento dos fios é retomado espontaneamente em até 6 meses após o início da queda. No entanto, pacientes que recebem acompanhamento médico adequado costumam apresentar melhora mais rápida e controlada.

É fundamental não iniciar tratamentos por conta própria ou com produtos sem indicação profissional. A automedicação pode agravar o quadro ou mascarar outras causas de queda capilar.

Conclusão

A queda de cabelo pós-COVID é um fenômeno real e comum, mas que tem tratamento. O mais importante é procurar um médico com experiência em tricologia para obter um diagnóstico preciso e um plano terapêutico eficaz.

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O Dr. Rafaël Cerávolo é médico tricologista e cirurgião especializado em transplante capilar, com ampla experiência em casos de queda de cabelo pós-bariátrica, alopecias e tratamentos regenerativos como MMP e LEDterapia.

Dr. Rafaël Cerávolo é referência em transplante capilar com técnica FUE avançada. Combinando experiência, precisão e tecnologia, ele oferece soluções definitivas para a calvície.

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